Novo líder não será convidado para a festa PSD


Alberto João Jardim disse que o novo líder que sair das eleições do PSD desta sexta-feira não será convidado para a Festa do Chão da Lagoa, prevista para o último fim-de-semana de Julho.

«Antes de se saber quem vai ser eleito, desta vez não vem nenhum. Se aparecerem aí, ninguém será maltratado», disse, mas convite não há. «Não quero estar metido naquela política de Lisboa», justificou.
A Festa do PSD-Madeira tem sido, de resto, um dos três temas abordados nas reuniões que estão a decorrer com as bases. Ontem aconteceram na Calheta, Porto Moniz e São Vicente.
Jardim e Jaime Ramos estão a dizer aos militantes que a edição deste ano da festa do PSD poderá já ser na propriedade da Fundação Social Democrata, caso as obras fiquem concluídas a tempo. Mas só em Maio será decidido.
Sem receio que os «cães raivosos fiquem ciumentos», Jardim destacou que o terreno da Fundação é «a maior propriedade rural do concelho do Funchal», dispondo de uma plataforma de festas e comícios maior do que o largo onde ocorre tradicionalmente a festa. E este espaço ficará, futuramente, aberto ao público.
A par da preparação do Festa do PSD, estas reuniões têm servido para o líder regional explicar ao partido qual é a nova estratégia política do Governo, face à tragédia de 20 de Fevereiro, e para abordar as próximas eleições do PSD. Jardim deu liberdade de voto mas está a dizer a todos os militantes as razões pelas quais apoia Paulo Rangel, ainda que anteveja que o partido continue «um albergue espanhol», independentemente de quem vença.
Nestas reuniões, também está a ser esclarecido porque é que nem todos os militantes da Madeira com as quotas em dia vão poder votar na sexta-feira. Tal ocorre porque nem todos os 15 mil inscritos no PSD-Madeira o estão ao nível nacional. Em Lisboa há apenas 8.000 inscrições de madeirenses. Este processo está a ser fiscalizado e há já «aí uns tipos escondidos a ver o que é que a gente vai fazer», disse Jardim.
À margem destes encontros com as bases, o presidente do PSD-Madeira pronunciou-se também sobre o Programa de Estabilidade e Crescimento que será discutido amanhã na Assembleia da República, lembrando a posição oficial da Região de «nada obstar» ao documento, dado que «técnico-academicamente» as soluções apresentadas estão «correctas».
«O grande problema do PEC é a execução», mas neste momento «a prioridade das prioridades» para a Madeira é a Lei de Meios, que está em preparação.
Jardim não leu as dúvidas levantadas ontem pelo DN-Funchal sobre o PEC, porque não lê esse jornal «há oito ou nove meses», visto ser uma publicação «perfeitamente dispensável».
Por outro lado, Jardim também aproveitou para comentar o “Prós e Contras” da RTP1, anteontem dedicado à Madeira. «Foi um excelente programa», que prestou um «alto serviço» à Madeira, considerou.
Quanto à sua ausência ontem no almoço de apoio no Funchal à candidatura de Paulo Rangel, Jardim apenas disse: «sou apoiante mas não tenho tempo para almoços»

Alberto Pita

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