Semana com «organização está perfeita».

O presidente da Câmara Municipal de Machico diz ter a certeza que a 24.ª edição da Semana Gastronómica de Machico será a melhor de todas.
Emanuel Gomes acredita que esta irá superar as outras edições porque não só a festa é cada vez mais conhecida, como o tempo está «maravilhoso» e a «organização está perfeita».
Ontem, no momento em que o edil abria oficialmente a Semana, já havia centenas de pessoas a circular pelas 25 barracas de comes-e-bebes. A Câmara estima que em cada uma das 10 noites da festa vão entre 20 mil a 30 mil pessoas.
«O nível dos participantes é dos melhores. Tivemos de fazer uma selecção bastante grande para permitir que apenas 25 “stands” participassem, uma vez que o espaço não permite mais», explicou Emanuel Gomes, dizendo que a selecção teve em conta a «experiência» e o «serviço» dos participantes.
Além da parte gastronómica, a Semana tem também uma componente de «espectáculos de grande qualidade».
Ontem centenas de pessoas assistiram à actuação de Martinho da Vila, na próxima quarta-feira é a vez do cantor português Toy subir ao palco. Mas «ao longo de toda a semana vamos ter imensos grupos de música popular portuguesa, ritmos modernos, música popular madeirense, tunas académicas, folclores, bandas…», enumerou o presidente da Câmara, que garante que as festas semelhantes produzidas por outros concelhos «não atingem o nível da Semana Gastronómica». Isso deve-se, segundo Emanuel Gomes, ao espaço onde se realiza a Semana mas também devido ao «empenho da Câmara Municipal».
Habitualmente, a abertura da semana conta com a presença de um membro do Governo Regional. Desta vez, tal não foi possível devido ao jantar que decorria na Quinta Vigia oferecido pelo Executivo Regional aos reis de Espanha.
Como atrás é referido, Martinho da Vila animou o primeiro dia da festa gastronómica.
O cantor brasileiro, natural do Rio de Janeiro, apresentou ontem ao público essencialmente o seu último trabalho, “O Pequeno Burguês”, lançado em 2008, mas também recordou alguns dos seus êxitos.
Conhecido sobretudo como sambista, este carioca nascido na pequena localidade de Duas Barras, estreou-se no meio artístico no III Festival da Record, em 1967, quando concorreu com a música “Menina Moça”. Mas foi preciso esperar um ano para que conhecesse o sucesso. Foi só quando apresentou “Casa de Bamba” na quarta edição do festival. Hoje esta música é um dos seus clássicos.
Alberto Pita
Jornal da Madeira
Foto: Jornal da Madeira
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